Em um cenário cada vez mais desafiador dentro das salas de aula, o bullying segue como uma das principais questões que impactam diretamente o desenvolvimento emocional, social e até acadêmico de crianças e adolescentes. Mais do que conflitos pontuais, trata-se de uma realidade silenciosa que exige atenção, preparo e, principalmente, ação.
É nesse contexto que o trabalho de especialistas como Israel Magnani ganha destaque. Palestrante, psicanalista e idealizador do projeto School, ele percorre escolas levando orientação, informação e acolhimento para professores, alunos e equipes pedagógicas, com o objetivo de transformar o ambiente escolar em um espaço mais seguro e consciente.
Hoje, em parceria com o CPP, Centro do Professorado Paulista, que há mais de 95 anos luta pela causa dos professores de toda rede municipal, estadual e privada, Israel também amplia sua atuação no combate à violência nas escolas, incluindo não apenas o bullying entre alunos, mas também a violência contra professores, seja ela física, verbal ou emocional.

Junto com o CPP, ele tem viajado por diversas escolas do estado de São Paulo com a missão de conscientizar e combater qualquer tipo de injustiça dentro do ambiente escolar.
Segundo Israel, o primeiro passo para enfrentar o problema é olhar com mais atenção para os sinais. “O bullying não começa com grandes agressões. Ele surge em pequenas atitudes, muitas vezes naturalizadas no dia a dia. Quando não é identificado e interrompido, pode gerar impactos profundos na autoestima e na saúde emocional de quem sofre”, explica.
Dados recentes reforçam a urgência do tema. De acordo com pesquisas nacionais, uma parcela significativa de estudantes brasileiros já relatou ter sofrido algum tipo de violência dentro do ambiente escolar, o que evidencia a necessidade de ações contínuas e estruturadas.
Para os professores, o desafio é ainda maior. Além de lidarem com a pressão do conteúdo pedagógico, precisam estar preparados emocionalmente para identificar e intervir em situações delicadas. “O educador não pode estar sozinho. Ele precisa de suporte, orientação e ferramentas práticas para agir com segurança”, reforça Israel.
A proposta do projeto School é justamente essa: levar conhecimento acessível e estratégias reais para o dia a dia escolar, promovendo uma cultura de respeito, empatia e diálogo. Mais do que combater o bullying, a iniciativa busca prevenir, criando ambientes onde todos se sintam pertencentes.
A discussão sobre o tema precisa ir além das campanhas pontuais. Combater o bullying é um trabalho contínuo, que envolve escola, família e sociedade. E, acima de tudo, exige disposição para escutar, compreender e agir.
